sexta-feira, maio 27, 2011

Gay ou hetero? Descubra pelo jeito de falar

Quantas vezes você não pensou que alguém era gay, só pelo jeito dela falar? Segundo uma nova pesquisa, quando as pessoas ouvem uma conversa de um homem e acham que ele é gay, elas estão prestando atenção em como ele diz as vogais.
Em estudos anteriores, pesquisadores registraram homens homossexuais e heterossexuais lendo longas passagens de textos de peças de teatro, e os participantes foram muito precisos em dizer quais eram as vozes de gay entre eles.
Agora, Eric Tracy, psicólogo da Universidade de Ohio, queria ver quanta informação as pessoas precisavam antes de decidir se um falante era gay.
Ele gravou um grupo de 36 homens homossexuais e heterossexuais falando palavras, como “massa” e “sabão”, e mostrou para um grupo de homens e mulheres.
Os voluntários do teste classificaram cada falante em uma escala de 1 a 7, para representar o seu palpite sobre a orientação sexual da pessoa: gay (7 pontos) ou hetero (1 ponto).
Os falantes gays receberam uma pontuação de 4,42 em comparação com os falantes heterossexuais, que receberam uma nota média de 3,45.
Uma vez que Eric descobriu que as pessoas tendiam a perceber a fala gay de forma diferente com base em palavras curtas, ele decidiu olhar mais atentamente qual parte da palavra era o “estopim” para a decisão.
Na próxima rodada, os ouvintes só ouviram partes de palavras. Quando eles ouviram uma combinação de uma consoante e uma vogal de uma palavra, como “ma”, foram bastante corretos em sua suposição, mesmo que a palavra estivesse incompleta. “Quando a vogal aparecia, as pessoas tinham certeza”, disse Nicholas Sentario, coautor do estudo.
Pela descrição de Eric, as vogais faladas por homens gays soavam mais alto e eram faladas prolongadamente.
O som que “confundia” os ouvintes era a letra “s”. Quando os sujeitos ouviam o “s”, cujo balbuciar é parte do retrato estereotipado do discurso gay, parecia mais provável classificar a pessoa como gay (mesmo os heteros).
Drew Rendall, psicólogo da Universidade de Lethbridge em Alberta, Canadá, adverte que o estudo parte do pressuposto de que existe tal coisa como “discurso gay”, e que os indivíduos respondem aos vestígios de um diálogo que se tornou generalizado e estereotipado de fala gay.
Esta é uma das questões que Eric planeja tratar em possíveis estudos futuros. Ele espera escolher falantes e ouvintes de origens variadas, ampliando o trabalho inicial, cujos participantes eram em sua maioria estudantes universitários.
Os pesquisadores acreditam que o estudo pode encontrar aplicação em, por exemplo, desenvolvimento de softwares automatizados de reconhecimento de voz, que poderiam usar alguns ajustes quando se trata de reconhecer sotaques e variações do discurso masculino.[MSN]

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